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20 fevereiro 2017

Coxinha de queijo e 'ó' podem virar patrimônio histórico de Jundiaí




Você decide ir para a 'cidade' porque precisa comprar algumas coisas. De repente bate aquela fome e você para em alguma lanchonete para comer coxinha de queijo. Na hora de ir embora, acaba encontrando seu vizinho, mas você não fala boa tarde, você fala 'ó'. Se você já fez alguma dessas coisas, você é um jundiaiense nato. E acredite: agora esses costumes - a coxinha de queijo e o 'ó' -, podem virar bem imaterial da cidade. 

O processo para transformar estas duas tradições em bens imateriais já começou a dar suas primeiras 'andanças' dentro da Prefeitura de Jundiaí. De acordo com o diretor de Patrimômio Histórico, William Paixão, a ideia surgiu com o intuito de evitar que as raízes da cidade se percam com o passar dos anos. "Precisamos preservar a memória afetiva da cidade com seus patrimônios históricos, sejam eles materiais ou imateriais", explicou.
No atual momento, as duas tradições estão passando por um processo de pesquisa interna, realizada por membros do próprio Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural (DPHC). Depois, será realizado um protocolo de defesa para poder inserir a coxinha de queijo e o 'ó' na lista de bens imateriais, protocolo este que será analisado para elaboração de um parecer.
Após finalizada esta etapa, quem analisa o parecer e aprova oficialmente o registro é o Conselho do Patrimônio Histórico e Cultural. "No caso destes dois bens imateriais, pode ou não ter audiências públicas para a discussão do parecer. Fechada esta etapa e aprovada no Conselho, o bem imaterial segue para ato formal do prefeito Luiz Fernando Machado", explica William.
Como ainda está em processo de pesquisa, pode ser que o processo para inserir as duas tradições na lista dos patrimônios históricos demore um pouco. Outros patrimônios imateriais de Jundiaí incluem o Fusca Clube Jundiaí, a Romaria Diocesana Masculina de Jundiaí, o Ensino e Prática da Arte Folclórica da Capoeira na Cidade de Jundiaí, o Bloco Refogado do Sandi e o Clube 28 de Setembro.
Enquanto os processos não são aprovados, os jundiaieses continuam com suas rotinas. E continuam também com certas tradições, que carregam eu seu âmago uma identidade única, uma identidade que só quem é da Terra da Uva tem.


FONTE: http://tribunadejundiai.com.br/ - Jornal Tribuna de Jundiaí